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Anteriores pandemias tiveram impacto residual no longo prazo

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O novo milénio tem sido fértil em pandemias e epidemias: SARS, H1N1 (gripe A) ou o Zika, são exemplos de vírus com consequências supranacionais. O COVID-19, cuja evolução é seguida diariamente nos noticiários, é a pandemia mais recente.

A Colliers procurou perceber o impacto destas pandemias no turismo, recorrendo a exemplos passados. Para tal, estudou o efeito do SARS e do Zika em dois países (Canadá e Brasil), procurando identificar os óbvios efeitos de curto prazo, mas, também, a velocidade da recuperação e as consequências no longo prazo.

Naturalmente, enquanto a pandemia se mantiver, o cenário para o turismo mundial e nacional tenderá a piorar e a afetar todas as atividades económicas relacionadas com o turismo, desde a hospitalidade às viagens. Aquele que ameaçava ser mais um ano fulgurante da hotelaria nacional, começa já a sofrer danos colaterais, com muitas unidades hoteleiras a reportarem quebras na ocupação, sobretudo ao nível das reservas.

Nesta altura, não é possível antecipar a evolução, num futuro próximo, do COVID-19, mas será esta, que determinará o desempenho do turismo em 2020 e em 2021.

Caso o COVID-19, tenha uma vida curta, similar ao SARS, ainda que com um impacto maior e mais forte, será expectável que, absorvido o impacto negativo deste primeiro semestre, a trajetória de crescimento seja retomada, impulsionando 2021 para máximos históricos.

Pelo contrário, se o COVID-19 acabar por resistir no tempo, prolongando os efeitos negativos por semestres, para além das dificuldades, mesmo ao nível da solvabilidade, que seriam criadas em diversos players do setor, a retoma da confiança dos turistas seria lenta. Porém, auxiliada pelo caráter global do vírus, que limitaria o poder de destinos potencialmente concorrentes e tendo presente a crescente procura do produto turismo, a retoma, embora menos célere, não tardaria, certamente, mais de 2 anos.


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