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Escassez de escritórios de alto padrão marca primeiro trimestre de 2020

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Dados da Colliers International Brasil também apontam grande procura por locação por imóveis Classe B

O início de 2020 foi marcado por um cenário de escassez para locação de escritórios de alto padrão nas regiões premium da cidade, já que elas apresentam pouca oferta de disponibilidade para empreendimentos Classe A+ A. Isso fez com que os empreendimentos Classe B destas regiões se beneficiassem deste cenário.

Segundo pesquisa da Colliers International Brasil, a absorção bruta (número de inventário locado) para os imóveis A+ e A passou para 31 mil m² na capital contra 57 mil m² nos primeiros três meses de 2019. As regiões da Faria Lima (10 mil m²) e Chucri Zaidan (6 mil m²) lideraram com a maior quantidade de m² locados, principalmente, para o segmento financeiro.

Já a absorção líquida (saldo da diferença entre as áreas locadas e devolvidas) entre os imóveis A+A caiu significamente na capital neste ano. Em 2020 foram registrados 6mil m², enquanto que em 2019, no mesmo período, foram apontados 36 mil m². As regiões da Paulista (2,8 mil m²), JK (2,5 mil m²) e Faria Lima (1,2 mil m²) tiveram o melhor desempenho.

Taxa de vacância

 Em 2020, a taxa de vacância apresentou queda e fechou em 12,6%. A diminuição foi perto de seis pontos percentuais, se comparada com 2019, ano em que o índice foi de 18%. “A nossa expectativa era de quedas na taxa de vacância, tendo em vista a recuperação da economia e a previsão de baixo inventário a ser entregue em 2019 e 2020. Esta previsão se confirmou no início do ano.”, destaca Ricardo Betancourt, presidente da Colliers International Brasil. As regiões de São Paulo com menor taxa de vacância são Itaim Bibi e JK (ambas com 0%), Vila Olímpia e Pinheiros (2%), Faria Lima e Paulista (6%). Já Santo Amaro (50%), Chácara Sto. Antônio (29%) e Marginal Pinheiros (27%) possuem as maiores taxas.

Preço médio

O preço médio pedido para a Classe A+A fechou em R$ 80. As regiões da Faria Lima e JK apresentam preço médio pedido acima de R$ 150. Para Classe B, o preço médio pedido ficou em R$71/m².

Novo inventário

No primeiro trimestre de 2020 não houve entrega de novos escritórios corporativos tanto na Classse A+A quanto na B. O inventário de São Paulo de escritórios corporativos de classe A+A é de 2.994 mil m² e o de Classe B é de 2.188 mil m².

Classe B

Nos primeiros três meses de 2020, o inventário locado dos imóveis Classe B foi 62% superior à classe A+ A. Nos empreendimentos de classe B da cidade de São Paulo, a taxa de vacância também caiu seis pontos percentuais em relação ao ano anterior. O índice foi de 14%. A absorção líquida em 2020 chegou a 23,8 mil m² frente a apenas 514 m², registrado no primeiro trimestre de 2019. Os preços médios pedidos para locação permaneceram estáveis, em relação ao mesmo período anterior. O período fechou no valor de R$ 71 m²/mês.

A pesquisa realizada pela Colliers abrange as regiões Barra Funda, Berrini, Chácara Santo Antônio, Chucri Zaidan, Faria Lima, Itaim Bibi, Juscelino Kubistschek, Marginal Pinheiros, Paulista, Pinheiros, Santo Amaro e Vila Olímpia.