O mercado de escritórios das duas principais cidades portuguesas é bastante representativo desse bom momento: rendas prime próximas de máximos históricos, absorção a bater recordes, anualmente, e yields prime a baixarem de mínimos, já históricos.

No mercado de escritórios importa destacar que os promotores parecem ter identificado o potencial deste segmento, registando-se um aumento da oferta, embora ténue em Lisboa, já bastante marcante no Porto. “O surgimento de quase 80.000 m² de novos escritórios no Porto, deverá marcar decisivamente o futuro próximo dos serviços desta zona” refere Vasco Carvalho, consultor da Colliers International.

Em Lisboa, o peso da oferta nova ainda não iguala o Porto, mas este é um cenário que se poderá alterar em breve. “Os efeitos desse crescimento da oferta não deverão ser temidos pelos players locais” refere Gustavo Castro, Research da Colliers International. “A procura potencial aparenta ser capaz de absorver, sem grande dificuldade, esse acréscimo de área de serviços nas duas cidades, permitindo requalificar a oferta existente e atrair, com maior facilidade, investidores internacionais” continua Gustavo Castro.

“No Porto, os novos empreendimentos na zona da Boavista contribuirão, igualmente, para a resolução do problema da falta de espaços acima dos 2.000 m², que é difícil de ultrapassar, no curto prazo” acrescenta Vasco Carvalho.

Perante este cenário de otimismo generalizado, apenas os ventos que chegam da Europa indiciam alguma contenção. Contudo, com uma economia em crescimento, com desemprego baixo e com um mercado em que os retornos são ainda superiores aos dos mercados Europeus mais maduros e em que os preços, embora em máximos históricos, permanecem competitivos no panorama Europeu, não se perspetiva uma mudança brusca neste cenário de crescimento, que, certamente, não se infletirá no segundo semestre de 2018.

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