O desempenho da ocupação não é novo, acomodando de forma confortável, o já visível aumento da oferta nas duas cidades (mais 600 quartos só em 2017). E, sendo expectável, um bom desempenho dos preços, os máximos obtidos em alguns meses deste ano, superam os cenários mais otimistas, com Lisboa, por exemplo, a fechar Maio, com um RevPAR acima dos 100 euros e o Porto a encerrar Junho, com um RevPAR acima dos 85 euros.

O crescimento continuado do turismo Europeu, a segurança que Portugal oferece aos seus turistas e a diversidade das atrações turísticas, completam um leque de oferta difícil de igualar, pelo que “não se espera que o turismo português venha a estagnar no futuro próximo” refere Gustavo Castro, Research da Colliers International.

Ao desafio inerente ao aumento da oferta de quartos em Lisboa e Porto (mais de 4.000 quartos até 2020), contrapõem-se algumas oportunidades ainda pouco exploradas. Desde logo, o setor dos eventos, que tem registado um bom comportamento, revela ainda algum potencial de crescimento. Por outro lado, inevitavelmente, a questão dos apartamentos destinados a arrendamentos de curta duração voltará à ordem do dia, esperando-se novos desenvolvimentos no alcance das reformas a introduzir.

Gustavo Castro identifica dois desafios que se colocarão, no futuro próximo, aos proprietários e gestores hoteleiros: “do ponto de vista operacional, continuar a acomodar o aumento da oferta, com o crescimento de preços e ocupação, da forma excelente que tem vindo a ser feita; do ponto de vista estratégico, identificar o momento certo em que a rentabilidade anual de uma bem-sucedida atividade económica deixa de suplantar os benefícios inerentes a um potencial encaixe inerente à alienação do ativo”.

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