Também o mercado de escritórios de Lisboa atravessa um bom momento, com a absorção a crescer, face aos resultados do segundo semestre de 2016. Em Lisboa, este crescimento prolonga-se há alguns anos, mas, agora, com a desocupação a baixar dos 10%, pela primeira vez, desde 2009.

O grande desafio que ambas as cidades enfrentarão é semelhante e não se alterou face ao projetado em momentos anteriores: escassez de oferta! O pipeline para Porto e Lisboa é, claramente, inferior à procura que se antecipa. No Porto, esta escassez tem vindo a ser ultrapassada com negócios pontuais, em zonas com menor tradição, à medida das necessidades dos ocupadores; enquanto em Lisboa, o pré-arrendamento é já predominante, deixando menos de 25.000 m² para o mercado.

“A maior atratividade de outros setores – turismo, em primeiro lugar, mas, também, residencial – tem vindo a condicionar a promoção de escritórios nas duas cidades, com os promotores a optarem pelos setores que oferecem maiores probabilidades de sucesso” refere Gustavo Castro, Research da Colliers International. “Embora as rendas de escritórios estejam a crescer, sobretudo no Porto, os promotores mantêm muitas reservas sobre a sustentabilidade do crescimento deste setor, sobretudo quando comparado com o turismo. Não obstante, é inegável que o mercado de escritórios de Lisboa caminha para o terceiro ano consecutivo, com um take-up próximo dos 150.000 m²” acrescenta Gustavo Castro.

O investimento em imobiliário segue a tendência de crescimento, com um volume superior a mil milhões de euros no primeiro semestre. A principal novidade foi o surgimento do setor da logística, como alvo importante dos investidores internacionais. Com alguns negócios em fase final de negociação e diversos portfolios interessantes colocados no mercado, é provável que 2017 venha a ser um ano de novos máximos no investimento imobiliário português.

“Portugal, hoje, já não é apercebido da mesma forma. O investidor internacional olha para Portugal como um mercado capaz de oferecer rentabilidades superiores aos mercados mais maduros da União Europeia, sem o risco adicional que, normalmente, “carregava” o negócio imobiliário em Portugal” continua Gustavo Castro. “Ao contrário do que sucedia há uns anos, os investidores internacionais estão interessados em analisar portfolios de imóveis nacionais, procurando bons inquilinos, boas rentabilidades e crescimento” conclui Gustavo Castro.

Em resumo, ao bom momento do mercado de escritórios do Porto e de Lisboa, soma-se um volume de investimento em imobiliário superior a mil milhões de euros, no primeiro semestre. Este é um contexto bem diferente do que caraterizou Portugal há alguns anos.

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