Sendo certo que o negócio dos hostels tem uma taxa de mortalidade superior à da indústria hoteleira tradicional, nos últimos 5 anos, surgiram 50 novos hostels na cidade de Lisboa e 20, na cidade do Porto.

Mas não é só a oferta que tem vindo a crescer. Com efeito, os preços médios por cama têm crescido, aproximadamente, 8% por ano, desde 2012, quer em Lisboa, quer no Porto. Hoje, há hostels que praticam mais de 25 euros por cama, por noite, em Lisboa, e mais de 20 euros, no Porto.

“O crescimento do número de turistas nas cidades de Lisboa e Porto tem criado novas oportunidades na indústria de alojamento, mas o segmento dos hostels não tem deixado de captar uma importante fatia desse crescimento, mantendo uma clientela fiel, porém com ligeiras variações no seu perfil mais tradicional” refere Gustavo Castro, Research, da Colliers International. “O preço continua a ser uma variável decisiva para o turista de hostels, mas os serviços complementares e a integração no ambiente local, assumem uma importância, cada vez maior” acrescenta Gustavo Castro.

O cariz familiar e a natureza fragmentada do negócio de hostels acabará sempre por induzir uma rotatividade elevada nos operadores, mas tal não significará, certamente, um decréscimo da oferta total de camas, pois o surgimento de novas unidades dificilmente abrandará. 

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