As dificuldades que a economia Angolana tem vindo a sentir, bem patente nos problemas de liquidez, conduziu a uma redução, quer das taxas de ocupação, quer dos preços em todo o país. Contudo, ao contrário de outros setores de atividade, a hotelaria tem resistido, permanecendo entre os mercados mais competitivos da África Subsahariana.

Nuno Serrenho, General Manager da Colliers em Angola, acrescenta que “em nenhum dos mercados com crescimento rápido, como Nairobi ou Addis Ababa, a combinação dos preços com a ocupação consegue competir com Luanda. Os preços da hotelaria são os mais elevados e a taxa de ocupação, ainda que decrescente, permanece próxima da média regional”. No contexto da forte crise que atravessa Angola, é admirável a forma como um mercado, em que o turismo de negócios representa mais de 80% do total, tem vindo a resistir. Nuno Serrenho aponta a “qualidade do serviço e o crescimento da procura de food & beverage“ como os mais importantes fatores para a resiliência da hotelaria de Luanda.

O crescimento previsto para o número de quartos de hotel em Luanda e a elevada proporção de quartos em hotéis de 5 estrelas (entre as mais altas da região) ilustram a força do mercado hoteleiro de Luanda. Joaquim Chambel, MD da Colliers International em Portugal e Angola, refere que “atendendo aos dados do mercado local, não se pode considerar surpreendente que os principais players internacionais comecem a descobrir África e, particularmente, Angola. A pareceria da Accor com a AAA tem gerado bastante interesse, inclusive internacional, prevendo-se que novas portas possam ser abertas em breve”.

Embora não se preveja um grande desempenho da economia Angolana em 2017, o comportamento, o comportamento resiliente da hotelaria de Luanda, tem desafiado previsões. Adicionalmente, é bom ter presente, que o crescimento da oferta não é ainda suficiente, de forma a mitigar o previsível crescimento dos preços da hotelaria em Luanda, uma vez ultrapassado o ponto de inflexão. E, a exemplo do que sucedia há poucos anos, o retorno da atividade hoteleira voltará a não ter paralelo e o investimento aproximar-se-á dos níveis inalcançáveis de outrora.

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