O estudo aborda as principais variáveis do negócio hoteleiro nas duas cidades e responde a algumas questões prementes.

 

O turismo continuará a crescer assim?

Sim, com efeito, o crescimento do turismo em 2016 será invulgar. Como refere Gustavo Castro, Research da Colliers, “conjugar uma rápida aceleração de preços e ocupação é o objetivo de todos os hoteleiros. Em 2016, a taxa de ocupação, quer de Lisboa, quer do Porto, ficará acima dos 70% e o RevPAR, em Lisboa, fechará acima dos 70 euros”. Este rápido crescimento tem atraído novos players para o mercado, prolongando uma tendência que já se vinha verificando, de aumento do número de hotéis nas principais cidades portuguesas.

 

E quantos novos hotéis surgirão?

A Colliers espera que em Lisboa e Porto, surjam no mercado, pelo menos, 2.500 novos quartos de hotel, nos próximos 2 anos, o que representa um aumento de 10%. Esta é uma tendência que se prolonga, uma vez que, nos últimos 3 anos, surgiram 3.500 novos quartos de hotel nas duas cidades. Joaquim Chambel, MD da Colliers em Portugal, refere que “o processo de abertura de uma unidade hoteleira tende a ser lento, mas nos últimos anos, a conjugação de bem-vindas simplificações administrativas e o forte interesse dos operadores, permitiu esta evolução e sequência de novas aberturas”. É óbvio que “este crescimento da oferta terá efeitos no comportamento do mercado” alerta Joaquim Chambel.

 

Como será o futuro próximo?

O crescimento da oferta ao ritmo atrás descrito terá, sempre, consequências sobre a ocupação e, consequentemente, sobre os preços. Porém, o crescimento dos turistas mitigará esse efeito, não sendo previsível qualquer redução de um ritmo de crescimento, que ao longo dos últimos anos, se tem revelado robusto. Gustavo Castro refere que “o aumento da oferta poderá reduzir a ocupação, e algumas unidades hoteleiras serão tentadas a reduzir preços com o objetivo de manter a ocupação”. Contudo, “há uma fatia da procura que tem privilegiado outras formas de hospedagem e as unidades hoteleiras terão aí um campo de trabalho e desafios a vencer que lhes permitirão estar à altura desta acrescida competitividade”.

 

Em resumo, 2016 baterá novos máximos no mercado hoteleiro de Lisboa e Porto, e 2017 trará novos desafios, quer do ponto de vista da gestão hoteleira, quer do ponto de vista da propriedade hoteleira. Para os gestores hoteleiros espera-se mais um ano com vento de popa agora com mar um pouco mais alterado.

 

Para consultar o relatório, aceda aqui.