Gustavo Castro, Diretor de Research da Colliers International em Portugal, comentou que “depois de anos em que os ocupadores e investidores adiaram as suas decisões de expansão ou relocalização, Lisboa começa a seguir a tendência internacional, verificando-se uma procura tangível para espaços de maior dimensão”.

Não obstante essa tendência, Gustavo Castro acrescenta “que a oferta não tem vindo a ser capaz de responder a esse incremento, o que poderá induzir um aumento sustentado das rendas nas zonas prime de Lisboa”.

A uma escala global, é interessante perceber que há 723 espaços de escritórios disponíveis, com mais de 5.000 m², nas principais cidades Europeias, lideradas por Moscovo (71), Centro de Paris & La Défense (62), Amesterdão (61) e Munique (52).

Na zona sul da Europa, para além de Lisboa, também Madrid registou um decréscimo significativo no número de espaços disponíveis (de 42 para 28).

Simon Ford, Diretor da EMEA Corporate Solutions na Colliers International concluiu que “a economia Europeia começa a crescer depois de anos de declínio. Em função desta tendência, a Colliers espera que os grandes ocupadores absorvam novos espaços de escritórios em 2015, sobretudo em mercados como Londres ou nas principais cidades alemãs. Contudo, os edifícios mais antigos e não ajustados às necessidades atuais da procura, tornar-se-ão obsoletos e, eventualmente, disponíveis para reconversão residencial ou hoteleira”.