A oferta de novos escritórios tem-se mantido em níveis historicamente baixos. A resposta da oferta à crise antecipada foi, relativamente, rápida, mantendo-se esta tendência, consecutivamente, há 3 semestres. No pipeline de Lisboa, encontram-se, agora, quase 60.000 m² só para 2013.

O aumento na área transacionada durante o ano de 2012 continua a reflectir o peso de alguns negócios importantes. Efectivamente, embora o número de transacções se tenha reduzido, a área que trocou de ocupador aumentou quase 16%, para isso muito contribuindo 2 negócios.

A variável que mais denota o fraco desempenho do mercado de escritórios é a taxa de desocupação. Efectivamente, a desocupação tem crescido de forma quase imparável em todas as zonas de Lisboa (excepto no Parque das Nações) atingindo já mais de 150.000 m² no Corredor do Oeste.

As rendas têm vindo a decrescer sustentadamente, sendo já a renda prime mensal, em Lisboa, não superior aos 18,5 euros/m².

A realidade no mercado de escritórios do Porto não é muito mais animadora. Contudo, é interessante perceber que, a exemplo do que sucedeu em Lisboa, um negócio foi capaz de alterar a percepção sobre o desempenho do mercado ao nível da área transacionada. Os demais sinais são quase uma reprodução do mercado de Lisboa, com uma oferta quase inexistente, rendas decrescentes e taxas de desocupação crescentes. Acresce ainda o problema estrutural que o mercado de escritórios do Porto tem na dicotomia entre a Zona da Baixa e da Boavista.

O mercado de investimento encontra-se, igualmente, quase paralisado. O resgate do FMI afastou o investimento estrangeiro de Portugal, pelo que, segundo Gustavo Castro, Head of Research, da Colliers International, em Portugal, “apenas a concretização da retoma económica permitirá que os investidores estrangeiros voltem a considerar Portugal como um potencial destino de investimento”. O prolongar da recessão económica até à segunda metade de 2013, “certamente impedirá que o mercado de escritórios em Portugal consiga recuperar antes da segunda metade de 2014. Contudo, numa nota mais positiva, acreditamos que a retoma de actividade será rápida, pois a concretização de algumas decisões de investimento (presentemente em stand-by pela crise actual) será mais rápida do que a reposta da oferta a esse impulso da procura” continua Gustavo Castro.

Durante o ano de 2012, em Portugal, foram objecto de transacção, aproximadamente, 120.000 m².

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